Sinto-me fechado,
A mais de sete palmos,
Num cubículo sozinho,
Onde as sombras dominam
O meu sonho acordado.
Sinto-me como se
Tivesse caído
Num precipício
Fundo e sombrio,
Um sitio
Onde a dor
Se confunde
Com a agonia,
E a tristeza
Com a solidão.
Sinto-me sozinho,
Perdido
Num mundo de sombras,
Sem norte
Para me orientar,
Sem caminho
Por onde seguir.
Sinto-me como
Um barco perdido
Num oceano
De lágrimas de sangue,
Um barco
Sem cais
Onde atracar.
Sinto-me perdido
No meu próprio ser,
Sinto-me morto,
Morto sem saber.
Auror: Fábio Ferreira
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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