Tristes são os olhares
Dos que se sentem
Perdidos,
Entre ruas, becos
E abismos,
Dos que
Dão voltas e voltas
Mas ao mesmo,
A rua de partida,
Ao beco sem saída,
Ao abismo
A que tão desesperadamente
Tentam fugir.
Fugir ao medo
Da morte,
A uma morte
Sem ninguém
Para a chorar
Com lágrimas
Vindas do coração,
Lágrimas que não estancam,
Ao caírem no chão.
Tentam fugir a este mundo,
Um mundo
Que os assusta,
Um mundo labiríntico,
Sem sitio
Para onde fugir.
Tentam fugir ao mundo,
Do seu próprio mundo,
Do seu próprio labirinto.
Um labirinto
Tão escuro e impenetrável
Quanto a incapacidade
De cada um enfrentar
O seu próprio Minotauro.
Tristes são os olhares
Dos que se sentem
Sozinhos
Quando rodeados
Dos mais chegados amigos,
Tristes são os olhares
Dos que se sentem
Sozinhos,
Entre as mais
Densas multidões.
Tristes são os olhares
Dos que se perdem
No seu próprio labirinto,
Tentando da solidão
Fugir,
Enclausurando-se
Para sempre
Para nuca mais sair.
Autor Fábio Ferreira
sábado, 12 de julho de 2008
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2 comentários:
lindo!
desde qnd é q o pistachio tem blog hum ? x)
este poema é dos bem sucedidos :P
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